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18 MAR�O 2013 - 12:04 - Cultura
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Mallu Mulher

O show rola no próximo dia 23 de março.

Por: Leonardo Vais

MALLU

“Compositor de destinos/ tambor de todos os ritmos/ entro num acordo contigo/ tempo tempo tempo tempo...”.

O trecho da canção de Caetano Veloso poderia ser a introdução da biografia de Mallu Magalhães. A cantora que cresceu – e cresce - aos olhos do público é uma menina-mulher que tem o tempo como parceiro e o trabalho como espelho deste amadurecimento. “Fui me descobrindo com o tempo e meus discos imprimem isso” reflete.

O público capixaba, finalmente, vai poder conferir as novas descobertas de Mallu. É que cantora traz pela primeira vez para as terras capixabas, o show “Pitanga”, nome do álbum mais recente da artista, que foi produzido pelo namorado Marcelo Camelo.

A apresentação acontece nesse sábado (23), no Teatro do Sesi (em Vitória) e os ingressos já estão esgotados, com mais de uma semana de antecedência para o show.

A menina que cantava “If you come over i will say tchubaruba” e hoje brinca que está ficando velha e louca, diz estar ansiosa para tocar na capital e espera fazer um show que “agrade a todos os capixabas". Confira o bate papo do Sou ES com Mallu sobre música, namorado x produtor, moda, influências e a nova imagem de “mulherão”. Com vocês você Mallu, cada vez mais mulher.

1. Sou ES: O álbum “Pitanga” foi considerado um salto de maturidade por muitos críticos. Como você enxerga esse álbum na sua evolução como artista?
Mallu Magalhães: O “Pitanga”, para mim, é mais autoral e corajoso. Sinto como se ele fosse o primeiro dos álbuns. Houve uma entrega maior, mais intensa, mais dedicação que qualquer outro trabalho que fiz. Sinto que ele é mais decidido, firme, e me dá vontade de levantá-lo em forma de bandeira.

2. Sou ES: A turnê deste trabalho está na estrada desde 2011. Como se faz para manter o frescor do repertório depois de mais de um ano de estrada?
MM: Gosto muito de estar no palco, de dividir aquele momento com o público, com a minha banda. Imagino que essa troca mantenha o frescor, mesmo depois de estar esse tempo na estrada.

3. Sou ES: Como foi a experiência de gravar com o Tom Zé no disco “Tropicália Lixo Lógico”?
MM: O encontro com ele foi encantador. Transcendental até. Sempre fui muito fã e hoje tenho o privilégio de oferecer minha amizade. Ele é um gênio incansável, uma pessoa iluminada como poucas.

MALLU4. Sou ES: Você começou a cantar muito nova. Algumas cantoras que lançaram seus primeiros trabalhos com idade similar demoraram a se livrar da imagem de “cantora adolescente”, o que nunca aconteceu com você. Como você imprimiu sua personalidade de imediato nos seus CDS? E começar tão nova ajuda ou atrapalha?
MM: Acho que começar cedo, assim como tudo, tem suas vantagens e desvantagens. Olhando pelo lado bom, se continuar assim, completarei 10 anos de carreira aos 25 anos! Fui me descobrindo com o tempo e meus discos imprimem isso, e acho um registro bonito de quem eu fui e quem eu me tornei.

5. Sou ES: Atualmente se fala muito da Mallu Magalhães “mulherão”. Nos clipes de “Velha e Louca” e “Sambinha Bom” sua imagem aparece mais madura. É complicado amadurecer com as cobranças do público e da imprensa?

MM: Não sinto tanta cobrança... Acho que é mais curiosidade que qualquer coisa. Uma hora a gente cresce, é natural. Acho que o conceito "mulher", esse negócio de ser madura, é tão amplo quanto o "criança" ou "menina"... não acho que eu tenha virado nada, pra sempre. Minhas experiências me fizeram crescer e amadurecer, mas muitas vezes ainda me sinto um bebê. Outras vezes, me surpreendo com meus pensamentos adultos. Acho que sou um pouquinho de tudo.

6. Sou ES: Qual a influência do Marcelo Camelo no seu trabalho? Trabalhar com o namorado é complicado?
MM: Nem um pouco complicado, pelo contrário. Marcelo é muito bom produtor, com uma dedicação ímpar, dedicação em tempo integral, com a cabeça totalmente tomada pelo projeto. Com ele aprendi muita coisa.

7. Sou ES: No repertório do show você faz incursões no repertório de Manu Chao, Cole Porter e Falamansa. Quais são as suas influências?
MM: Escuto muito Heitor Villa-Lobos, Eric Satie e Edvarg Grieg...

8. Sou ES: Você está sempre muito bonita, bem produzida e estilosa nas suas aparições públicas, além de recentemente ter feito uma parceria com a Ellus 2nd Floor. Qual sua relação com a moda? Existe uma proximidade entre estilo e música?
MM: A moda, para mim, é grande divertimento e campo fértil para me expressar. Ter um corpo e com ele existir, é como ter, todos os dias, uma tela em branco, com tantas tintas e possibilidades, mas com o impressionante poder de modificar a própria pessoa que se acredita ser, e dar vazão a sonhos e sentimentos. Sim, existe essa proximidade.

9. Sou ES: É sua primeira apresentação – muito esperada – em Vitória. O que os capixabas podem esperar do show?
MM: Estou muito ansiosa e feliz por estar finalmente indo para Vitória! Espero fazer um show que agrade a todos os capixabas, e mal posso esperar para isso.

Confira todas as informações sobre o show aqui.

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