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18 JUNHO 2013 00:00 Cotidiano
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A voz do gigante estremeceu a Grande Vitória

Doze quilômetros de caminhada e cinco horas de protesto em ato público de proporções nacionais.

Por: Acácio Rodrigues

Foram doze quilômetros, cinco horas de caminhada, manifestação pacífica, e no fim veio a guerra. Quanto vale uma “garrafada” – de plástico -, uma “latada”, ou até quem sabe uma pedrada? Na manifestação que fez parte de um ato público nacional, essas condições envolvendo uma pessoa provocou o caos na Praia da Costa, em Vila Velha. O que deveria terminar com um acordo entre participantes da passeata e o governador do Estado, foi encerrado com um cenário devastador.

Manifestação em Vitória

Eram 17 horas, e pontualmente os manifestantes começaram a se concentrar na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). De grupo em grupo, aqueles que decidiram participar do ato público começavam a aparecer, e rapidamente uma multidão gritava ‘”vem pra rua”.

Slides foram projetados na frente do Teatro Universitário. Os dizeres que se tornaram comuns nos últimos dias ganharam força enquanto os manifestantes gritavam antes de deixar o campus da Ufes. A Polícia Militar esteve presente, mas apenas acompanhou a concentração, e em seguida a passeata.

Manifestação pacífica

Todo o trajeto fez a capital capixaba levantar o grito de “vem pra rua”. Nos prédios, moradores balançavam toalhas brancas e piscavam as luzes. Cartazes contra a mídia, a presidente Dilma Rousseff e frases criativas foram os destaques do protesto. Manifestantes convidavam passageiros dos ônibus que transitavam pelos locais onde as pessoas andavam.

Manifestação em Vitória

Em nenhum momento houve tumulto, e as oito, dez, doze mil pessoas foram enchendo as ruas até chegar na praça do pedágio da Terceira Ponte. O combinado era esse. Mas foi além.

Multidão lota a Terceira Ponte

O grito de “vem pra rua” surtiu efeito. Com a Terceira Ponte completamente lotada, os manifestantes convidaram o povo de Vila Velha no grito, na bela imagem de todos perfilados, e a união que foi vista em várias partes do País e do mundo.

Manifestação em Vitória

Em Vila Velha

Ao chegar a Vila Velha, o destino final era a rua onde reside o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande. Foi ali que aproximadamente 20 mil pessoas se juntaram e caminharam pela orla da Praia da Costa. O hino nacional foi cantado, e o arrepio provocado por essa força relembrava os tempos em que o povo foi às ruas por um Brasil melhor.

Confusão

Se a maioria do tempo de duração do protesto foi de paz, o fim deu o tom que alguns queriam ver. Após um possível arremesso vindo dos manifestantes, uma garrafa, lata, pedra, artifício em direção aos policiais do Batalhão de Missões Especiais (BME), o caos reinou.

A tropa lançou bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e spray de pimenta. O pânico foi grande entre os que estavam presentes. Profissionais de imprensa foram atingidos, e receberam ajuda de quem tinha o famoso vinagre por perto. O líquido ajuda a limpar o efeito do spray e o gás.

A revolta de alguns manifestantes com a postura da polícia foi devastadora, e houve depredação de carros, latas de lixo e outros objetos na rua. Uma confusão enorme provocada por um objeto arremessado contra vários homens protegidos com escudos.

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